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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A prostituição viril ( como experiência erótica)

Existe dentro do que se considera prostituição, diversas formas de expressão que se apresentam de diferentes maneiras, isso dependendo do contexto em que a prostituição é construída hoje, e de quem a constrói. É onde necessariamente, coexistem dois ou mais corpos humanos pondo em jogo o desejo, assim como o objeto que ambas as partes desejam alcançar, esse objeto assim como esse desejo são de natureza intima. A relação que se dá entre os sujeitos que buscam na volúpia do outro, um gozo, gozo como sinônimo de satisfação, e em que uma das partes exige uma retribuição de valor material, a esse ato se dá o nome de prostituição.
A prostituição não é menos uma manifestação da sexualidade humana, do que uma atividade comercial, é nesse ponto que os estudos feitos à cerca de tal atividade ou manifestação, se ocupam de falar de outros espaços sobre a prostituição, o aspecto final de tais estudos conseguem reduzir a prostituição ao fator econômico, por vezes caracterizando toda uma massa de indivíduos como vitimas sociais, ou ao contrário como a parte mais integrante da escória humana. Para dar novas significações à prostituição, é necessário que se faça separação entre a baixa prostituição e todas as suas outras manifestações, algumas delas conhecemos por intermédio do que nos conta a história, e outras das quais somos contemporâneos podemos ver ou ignorar, é o caso da prostituição online ou ainda, da prostituição de valor simbólico, entre outras que podemos acessar observando mais atentamente o nosso meio social.
O prostituto que nos é contemporâneo se distancia em muito dos aspectos atribuídos (de maneira quase consensual) à prostituição. Esse personagem urbano, que nos acompanha cotidianamente sem que possamos nos dar conta, é em certa medida a figura que desafia o machismo ( pois é o homem o objeto privilegiado do desejo), acentuando o machismo (O homem em sua glória física e viril, submetendo o outro), desafia também o trabalho dando à sua sexualidade esse papel, mas de modo a se responsabilizar por seu corpo, reconhecê-lo como somente seu, e ao fazê-lo torna seu corpo seu local de trabalho. O prostituto é uma das figuras que hoje movimentam sua sexualidade em torno do capital, mas que como homem livre (em certa medida) faz sua escolha, reafirma sua virilidade, seu domínio sobre o próprio corpo e em outro lugar de fala, faz da prostituição a morada de sua identidade, diferente da prostituta que é explorada e violada, os miches são nesse contrato sexual, quem mandam e desmandam na situação, por que estamos falando aqui de homens, jovens, belos e desejáveis, o corpo masculino é nesse sentido um objeto de desejo, e se tratando de homens a posição é sempre uma outra, que não a da mulher na sociedade, uma nova possibilidade erótica, social, econômica e de identidade. A prostituição viril encontra sua expressão de maneira organizada culturalmente, porém, deve-se esquecer por enquanto do engajamento político. Não existe hoje uma organização política especificamente dos michês, nos moldes do que conhecemos hoje no Brasil como militância.
Não muito abordado no meio acadêmico, negligenciado nos movimentos de militância que abarcam sexualidade, gênero e identidade, além de marginalizada na sociedade, a prostituição viril abre espaço pra uma discussão outra, que pense a subjetividade do indivíduo e de suas condutas, que pense a prostituição também como um movimento erótico, respeitando assim como esse movimento aparece distintamente para cada um. O erotismo para Geroges Bataille em seu livro O erotismo, será uma experiência interior e subjetiva exclusiva ao homem, de modo que é a manifestação da sexualidade humana quando afastada da simplicidade animal. Como poderíamos então discutir a prostituição (que é uma relação de ordem sexual e exclusivamente humana) anulando o seu aspecto íntimo, o seu aspecto erótico? Tendo em vista o argumento de que essa se distanciou da conhecida baixa prostituição? Por interesses diversos, que não o ato induzido pela extrema miséria.
Bataille (1957) diz: Seja como for, se o erotismo é a atividade sexual dos homens, isso ocorre na medida em que ela difere da dos animais. A atividade sexual dos homens não é necessariamente erótica. Ela só o é quando deixa de ser rudimentar, simplesmente animal. (Bataille, 2014. p.54).

Podemos dizer que estamos diante de um fenômeno? Algo que se materializa em uma dinâmica assustadora (ou nem tanto), que acompanha o processo acelerado de desenvolvimento urbano,
e a revolução dos meios de comunicação e a lógica de acúmulo do capital globalizado no século XXI.

A prática é marginalizada hoje, uma marginalização tradicional, que a julga nociva ao corpo social, na cultura ocidental desde o cristianismo, a prostituição foi usada como um dos símbolos da decadência humana. Nesse sentido a prostituição é subversiva ao cristianismo, pois continua a se manter no aspecto do sexo informal, desnaturalizado e profano. Apesar de trazer em si certas normas, a prostituição flerta com o que à de mais burlesco, está nos cenários mais desconfortáveis e dizendo ao pé do ouvido certas coisas que não deveriam ser ditas, operando atos que hoje só na penumbra da prostituição se tornam possíveis, isso se deve a todas as repressões que a liberdade sexual pode acarretar, essas repressões contribuem com o que combatem, o aspecto proibido da prostituição.

Longe de estar exclusivamente atrelada à pobreza extrema, a prostituição viril flerta com a ostentação e com o acumulo, é como se dentro dessa modalidade, fetiches, drogas, dinheiro e violência, fossem também motivo de excitação sexual. É uma ambientação para a prática hedionda do pecado. A baixeza moral ou apenas imoralidade, que possibilita romper a prisão onde foi encarcerada a nossa sexualidade. É que em certa medida na prostituição, a sexualidade é liberada de suas obrigações, torna-se dentro das possibilidades livre.

Falar de experiência interior em Bataille, não é de modo algum abrir mão dos dados objetivos apresentados anteriormente pelas instituições e disciplinas, mesmo que seja para discordá-los. Bataille garante em seus estudos, um lugar de privilégio a questão da prostituição como manifestação erótica da humanidade ( mesmo que abstendo-a do caráter transgressor por caráter de rebaixamento), Bataille percorre teologias, dados científicos e antropológicos, mas sem abandonar o sentido de experiência interior para os movimentos eróticos.

Assim como a sexualidade é para a ciência uma coisa estrangeira, a prostituição é para quem a estuda um objeto estrangeiro às suas disciplinas, não levando em consideração a subjetividade da experiência que está contida na prostituição, um ato consciente que pode ou não responder a fatores inconscientes. Todos tem ideia do que fazem ao se prostituir.
Para que a prostituição ganhe novo aspecto em minha fala (ou novos atributos que lhe constituam), devo para tanto recorrer a textualidades que não cristalizem dogmas sobre a prostituição, além de dar em alguma medida voz a quem fala da prostituição diretamente desse ambiente, assim como um historiador da religião tem em si a experiência religiosa que contribui para a sua fala. É dessa maneira que relevâncias negligenciadas outrora podem ser colocadas, talvez em segundo plano, mas não sendo descartadas ou silenciadas, podendo assim contribuir para o entendimento de como a prostituição impacta, não somente no coletivo, que se dói por uma ação de que é alheio, ou o tenta ser, mas também entender como essa impacta no sujeito diretamente vinculado a ela.
No jogo entre o interdito e a transgressão, a transgressão que não seria um retorno à natureza, mas sim um reafirmar a existência do interdito, pode ser vista em algumas manifestações de prostituição, pois em nova roupagem a prostituição de nosso tempo desafia o consenso moral, quando descaradamente a prática é divulgada abertamente no espaço virtual, nas ruas, casas noturnas, casas de massagem, é difícil distinguir nas condutas ditas homoeróticas o papel do michê. A partir da escolha e do gozo do sujeito que se prostitui, e esse encontrando de várias maneiras um sentido pro que faz, na prostituição o aspecto mais profano da moeda como fim e da sexualidade como meio se complementam. Num acordo prévio o que se efetiva na prostituição é a experiência da subversão.
Bataille (1957) diz:
A experiência conduz à transgressão acabada, à transgressão bem-sucedida, que conservando o interdito, conserva-o para dele gozar.

A prostituição além de lançar os seus participantes à baixeza, vista do aspecto moral, nos dá em certa medida um comportamento que resgata, mesmo que não em sua totalidade, o gozo da transgressão, e é isso que em grande parte a possibilita, conservar o aspecto proibido e gozar dessa proibição violada. Seria então do aspecto econômico um trabalho marginal, e do aspecto filosófico talvez tenda a um choque frente ao interdito sexual. Não vejo como uma tentativa de estetização da prostituição, ela existe como experiência e convida a todos que se inclinem a vivenciá-la. A prostituição é um lugar de diferença, e talvez uma brecha que permanece aberta após tantas outras terem sido cimentadas pelas várias expressões do interdito. Por mais que a baixa prostituição tenha em suas raízes o peso da condição miserável que arranca o sujeito de sua humanidade, a posição do michê não o exclui da esfera social, nem o priva de sua humanidade. Sobre esse aspecto Bataille se ocupa de separar o local da transgressão e da baixeza:
A extrema miséria desliga os homens dos interditos que fundam neles a humanidade: Ela não  os desliga como faz a transgressão: Uma espécie de rebaixamento imperfeito  sem duvida, deixa livre curso ao impulso animal. ( Bataille p. 159)

Hoje o que entendemos como baixa prostituição abarca ainda certo grupo de sujeitos que estão abaixo da dignidade animal, mas serão somente esses os que hoje são encontrados nas ruas ou quartos a se prostituir? Não, hoje vemos garotos que ao se lançarem na prostituição o fazem no sentido de acumular bens, ou garantir mais conforto à sua vida, outros por exemplo se lançam a essa sorte por curiosidade, a busca por dinheiro está em jogo para o michê, mas não seria esse o impulso final, existem ai subjetividades que põe o dinheiro em outro plano, o é o desejo de participar da baixaria que foi convidado ao longo da vida a negar, para tanto existe ai uma pré disposição despudorada do agente. Como o padre que peca contra a castidade, faz dele um ser vil, e por outro lado um ser completo, completo pois no dado momento da violação o que está em jogo é o desejo, é a pulsão desse desejo que rompe o limite e depois o nauseia e o constrange, reafirma o interdito. O incômodo causado pelo interdito é nesse aspecto indiferente momentaneamente, mas logo volta a tomar seu lugar.

A baixa prostituição dá o tom de indiferença às proibições, mas não isenta a prostituta de saber o que está fazendo, a coloca mais uma vez abaixo da dignidade animal. Sobre isso Bataille escreve:
A prostituta de baixo nível está no último grau do rebaixamento. Ela poderia não ser menos indiferente aos interditos do que o animal, mas, impotente para chegar à perfeita indiferença, sabe dos interditos que outros os observam... Ela se sabe humana. Mesmo sem vergonha, ela pode ter consciência de viver como os porcos.(Bataille p. 160)

Ao contrário da baixa prostituição de que fala Bataille, que passa em sua baixeza da transgressão à indiferença, a prostituição dessa vez, toma nova forma,  pois na prostituição das grandes metrópoles não é a miséria a mola de impulso, certamente o dinheiro é primordial, mas a experiência em tantos casos é gratificante. Garotos (e posso por aqui garotas) de classe média se anunciam em sites e aplicativos mobile como garotos de programa, um inicio comum à prostituição de que somos contemporâneos. A grande questão é quais as gratificações que decorrem dessa troca?  

Pense que, o sexo foi desnaturalizado, porém mesmo em sua suposta banalidade, o ato sexual contém em si grande relevância, a diversidade que configura a humanidade ,priva uma quantidade considerável de homens e mulheres, de exercer o ato sexual com reciprocidade de interesses, principalmente se o objeto de desejo em questão for alguém de vil beleza. Em nós são introjetados padrões de socialização, uma diversidade de modelos, mas que em sua diversidade ainda sim deixam à margem tantos corpos estranhos à regra, corpos que não correspondem em vários aspectos ao ideal humano de beleza.
Se nessa busca por identificação e correspondência de afetividade sexual, minha aparência ou minha condição não me possibilitam obter o que eu desejo, estou fadado a aceitar o que me é dado. Se  por outro lado existe alguém com um preço e que corresponda a ideia de satisfação momentânea do meu desejo, torna-se mesmo que de maneira cruel uma possibilidade de satisfação.  
É o caso de polos opostos, se por um lado a rejeição e a vergonha dão ao indivíduo a inclinação ao contrato sexual, é ao contrário, a afirmação da minha aceitação como corpo desejado e a falta de vergonha que me fazem aceitar o contrato. Não imagina o quanto é deleitável o convite, a proposta de ser pago por ser desejado quem nunca o foi. Seria esse talvez o objeto de desejo do prostituído? Claro que não se resume a isso, a prostituição pode ser problematizada de várias maneiras,  mas esse é o deslumbre de quem descobre essa possibilidade. Haverão casos em que a entrada na prostituição se darão de maneiras menos afáveis, e justamente por isso que não devemos tratar de maneira genérica a prostituição, nem mesmo quando quem o discurso vem de dentro da desta. A prostituição será para um e para outro uma experiência diversa, pode-se ou não tomá-la como identidade além de profissão, se pode ou não gozar dessa experiência.


Gostaria de deixar esclarecido que não é minha intenção representar uma classe como portadores de um " fetiche por prostituir-se", mas sim dar ( como dito anteriormente) a possibilidade de novas leituras à cerca do tema.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Prostituição masculina: um local de sublimação machista.

É  o caso de, nas relações homossexuais ( homem-homem) existir  no mais das vezes uma acentuada relação de poder de um homem sobre o outro. Essa relação está sempre diretamente ligada ao corpo que permite ser invadido ocupando um posição de inferioridade, obviamente isso incomoda mais a quem se dá ao trabalho de discutir tal relação alheio à ela, do que propriamente o sujeito que está sendo submetido. Essa relação não é mais do que uma releitura do discurso comum à sociedade ocidental como a conhecemos. O fato de o órgão genital feminino ser carregado do sentido de falta, por se tratar de um orifício à ser preenchido, o fato de ser penetrável e adaptável ao membro viril dá à vagina um sentido de passividade, pois quem recebe a designação de membro ativo é o pênis. A mulher então é posta sexualmente ( e não somente, mas a partir dessa disposição) como inferior. A homossexualidade é então para as convenções sociais não mais que uma cópia aberrante do que seria a mulher no meio social. Nesse sentido é importante observar que é o mesmo discurso aplicado à diferentes sujeitos.
Na relação heterossexual, com certeza podemos enxergar muitas diferenças moralizantes entre a cópula de um homem em matrimonio, com relação à cópula com uma prostituta, o rebaixamento do ato sexual com a prostituta é, com efeito, o que dá o tom de transgressão à ação socialmente reprovável ( à luz do dia). O cliente que procura a prostituta fora do matrimonio sabe que faz de certa maneira algo reprovável, em condições reprováveis, por meios e com fins reprováveis. Essa baixeza, que se manifesta inclusive por meio da linguagem,  mas não somente, é o objeto erótico do homem que procura a prostituta.
Da mesma maneira o homem que procura outro homem sabe, ou melhor, provoca e por vezes exige essa tal baixeza que só a prostituição consegue atribuir ao sexo, é um sentimento profano, que contribui para o investimento no meretrício. A diferença primordial está no mais das vezes ( haverão casos avessos) na posição que o prostituído alcança nessa relação. Ao contrário das prostitutas que são em certa medida abusadas pelo domínio da masculinidade, os michês geralmente contratados para efetivar na relação um papel de dominação são colocados em um outro local, onde as prostitutas não chegam, são eles, mesmo que na maioria das vezes economicamente inferiores que mantem o controle e o poder durante a cópula, não significando que após essa a situação se inverta, mas fica um pouco mais nebulosa. Tendo-se em vista que os homossexuais que contratam o programa estão à procura mesmo de um “macho”, é nesse sentido que esses assumem então o posicionamento que socialmente seria tomado por uma mulher. É nessa mesma medida que podemos tomar o michê-macho, independente de ser uma personagem ou não, como um sujeito constituinte da chamada escória urbana ( pois minhas acusações se limitam à São Paulo), que recebe de determinadas maneiras privilégios que as prostitutas são incapazes de alcançar. O michê macho é pago para reafirmar sua masculinidade ( mesmo que fingida ou forçada), e exercer sobre um corpo que se propõe submisso, o que já é segundo sua construção de homem uma prática comum, inferiorizar um outro sujeito rebaixando-o à um objeto sexual. Em verdade podemos olhar os dois lados da moeda,  em mesma medida socialmente é o prostituído o objeto sexual, como experiência sexual é o cliente sodomizado o objeto sexual desse michê, que ele mesmo fez com que fosse naquela experiência o seu soberano, e dá-se à ele como objeto.
Posso dizer com propriedade, a procura de um homossexual  não é como podemos supor, a procura por um outro de status social igual, existe hoje todo um imaginário gay (e a indústria pornô tem seu mérito na formação desse imaginário), que pelo menos quando falamos de prostituição, quer a imagem de um homem que não remonte em nada a sua própria “inferioridade” de um ser afeminado, pelo contrário, se quer um homem heterossexual, sem se dar conta do absurdo que se pede, como seria possível que um homem heterossexual se interessasse por um outro homem, sem que nisso viesse a ser homossexual? Para tal a resposta é imediata, se recorre à uma masculinização excessiva da figura homossexual, e na prostituição essa é talvez a principal exigência, pois só por meio da troca, do pagamento pelo sexo, é que um homem poderia copular com outro sem que assim fosse homossexual.

Com efeito existem também os homossexuais afeminados que se prostituem, entretanto esses que chamamos de michê-bicha, se encontram novamente no patamar da baixa prostituta no mais das vezes, mudando raramente essa disposição quando sua aparência masculina ( mesmo que de gestos afeminados)permite gerar no seu cliente um certo respeito solidário, mas desde que esse não seja passivo na relação. Sendo o michê-bicha quase sempre o passivo na relação, geralmente contratado por homens mais velhos, muitas vezes nem assumidamente homossexuais, esse michê, mesmo de aparência masculina será na cópula indiscutivelmente uma figura inferiorizada, geralmente sodomizada e rebaixada. E novamente volto a dizer, geralmente não há para nenhuma das partes um desconforto com relação à essa pirâmide, todo desconforto fica por conta de quem alheio à tal experiência enxerga nesse michê um tipo de degradação maior, um degradação que ultrapassa à do michê convencional e o coloca ao lado das prostitutas.

Se o desejo maior do homossexual é ter uma experiência com um heterossexual e a prostituição garante que esse homem possa ceder a tal experiência, sem que isso implique na “homossexualização” dele, a prostituição é nesse caso a via que permite a obtenção de um objeto de desejo, que somente por uma relação de interesse seria possível, caso contrário, a gratuidade dessa relação levaria á decepção que implica em manter uma relação sexual com um homem que também se interessa por outros homens, pois na gratuidade não vejo outro motivo se não o próprio desejo do individuo “heterossexual”.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Réquiem parafílico

Hoje eu quero me despedir, me despedir das parafilias, me despedir das misticas que envolvem nossa sexualidade, quero dizer adeus à normatização dos indivíduos. Vou dar um passo para além dos limites das recomendações médicas e disciplinares, espero que o discurso da psicanálise nunca mais chegue à ponta da minha língua, ou de meus dedos.
Vamos falar de sexualidade tal como ela é, viva, categoricamente pulsante, não existem formulas para exercê-la, em sua raiz existe ali a verdade latente sobre a nossa sexualidade, "é que ela é sem Deus" como comenta Foucault, não tendo assim limite para além de sua própria existência. A sexualidade é por si só um limite, ela é fissura que marca a cada um de nós como um limite.

Vamos aqui, então a partir de hoje falar da sexualidade tal como ela é, sem Deus, sem limites, ela mesma como a fissura que marca todos e cada um de nós como limite. 

  
Da série: A Sade, Hans Bellmer 1961



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Salirofilia: sexo salivado e suado ( como deveria ser)


Eu poderia me limitar a explicar do que se trata a salirofilia, mas vou dar cabo à questão do motivo que leva essa prática à ser considerada doentia, escatológica, e repugnante. A salirofilia é a prática sexual que envolve a salivação ou o excesso de suor no parceiro, cuspir, lamber, esfregar-se no suor, é nisso que se baseia uma prática salirofilica.
De fato qualquer prática sexual que envolva excreção, será considerada escatológica, porém eu não consigo pensar em sexo sem saliva e suor, sem sujeira e caos. O beijo, o oposto do escarro, é o romântico e  em conflito com o visceral, de maneira que eles podem ( e talvez devam) se complementar . Pensem que o compartilhamento de saliva é sem problema algum executado durante os longos beijos dos corpos românticos, e por que não um escarro? Um intenso manifesto que fora do fator sexual representa a repulsa e o desdém, mas que dentro dele é o excesso do beijo, o mesmo digo do suor, que fora do sexo é sujeira, resultado fétido dos corpos que se movem, mas que no sexo é consequência esperada dos corpos que afogam seu desejo na partilha do prazer.
Não consigo, mesmo que eu me esforce, entender o por que sentir prazer no suor e na saliva seria patológico ou excessivo. Não consigo mesmo saber como lamber, chupar e salivar o corpo do outro pode ser algo reprovável, nem tão pouco como se inclinar com desejo ao suor daquele corpo vivo em movimento, que deseja é desejado, corpos deliciosamente suados.
Mesmo que o desejo pelo suor ou pelos escarros venham a se manifestar em público, não vejo tanta diferença assim entre o beijo e a baba, nem o cuspe escarrado. A única diferença é provocação, o estranhamento, da saliva escancarada e não empoçada entre as bocas, é a saliva livre que se desprende e alcança seu alvo de prazer, singular, informe, desfigurada. É nessa composição de estranhamento que o escarro gera desejo, é no suor que podemos sentir cheiro de sexo, a humidade do sexo, o musgo incolor que nos faz deslizar. À quem não interessar a salirofilia, fica o meu réquiem: Excesso é higienizar o seu prazer.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Bukkake: Cum in my face (aquele banho de Cleópatra)

Bukkake é um fetiche de muitas pessoas, a maioria delas não chega a realizar tal, pois é necessário uma equipe para que o bukkake ocorra. Sim! Uma equipe, pois com menos de 3 homens para ejacular na cara de uma única pessoa não é considerado bukkake, precisa-se de  ao menos 3 homens, pra porra ficar séria.
A técnica japonesa é muito usada pela indústria pornô atual, em filmes de gang bang, ou sexo grupal em geral. Talvez a grande procura por filmes do gênero tenha uma parcela de culpa pelo fetiche generalizado nas veadas e em algumas mulheres também.

Fico em dúvida sobre a procedência da informação de que o Bukkake é de origem japonesa, já que Cleópatra conservava a juventude e a boa cútis em uma banheira de leite de touro ( dizem que ela chupava um paredão de servos para tal finalidade e seu de-LEI-TE).





Bukkake é um banho, um banho de porra, em suma, vários homens ejaculando em um só corpo.  A dica Meretricem para quem quer se arriscar nessa é: Nunca, em hipótese alguma abra os olhos, porra nos olhos arde demais, de resto é só relaxar . Bom banho crianças.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Egg pleasure ( prazer em ovos?)

hoje vou relatar um conto nada erótico, envolvendo ovos e uma suspeita despedida de solteiro.


Ainda não encontrei com efeito uma palavra para representar "O homem que gozava em ovos". Fica mais fácil compreender, se eu expor o dia em que sai do bar, deixando sentados ali os meus amigos, para me aventurar em uma foda que talvez (ou com certeza)tenha sido a mais louca da minha vida.
Aconteceu o seguinte, o cara em questão me falou que gostaria de uma despedida de solteiro, já que ele assumiria um contrato matrimonial em poucas semanas. O que eu não imaginava é que o sujeito pretendia fazer dessa despedida um ritual infantilizado com direito à merengue e ovos! Eu havia aceitado comemorar tal despedida, mas não sabia que teria que quebrar 48 ovos nele.
Não faço segredo à minha inclinação à novas experiências, e não é da minha alçada reprimir as vontades sexuais dos meus parceiros, então me esforcei para que sua despedida de solteiro fosse como planejada.
Me ocorreu de relatar essa experiência, durante a leitura de " A história do olho" um conto de George Bataille, bastante violento e escancarando, no maior estilo Sade. No conto uma das personagens (Simone) desenvolve a mania de quebrar ovos com o cu, durante as contrações anais causadas pelo orgasmo, após introduzir os ovos no orifício. Os ovos no cu eram o motivo do orgasmo.
Não sei se o Edu ( estava evitando revelar o nome) leu o conto, ou se pegou essa referência de outro lugar, mas para mim foi inevitável relacionar ele à personagem Simone.
O Edu havia me explicado: " é uma tradição entre os meus chegados na infância e na adolescência, quebrar ovos uns nos outros, seja lá qual for a ocasião". Não sei se deveria acreditar, mas deixo para nós o benefício da dúvida.
Voltando ao ocorrido, ele escolheu um quarto de motel com banheira, propositalmente, eu só tomei consciência de que não era 1 ovo e sim 2 cartelas, quando ele abriu o porta malas, já na garagem do motel.
Eu achei estranho, mas enfim, achei que era melhor par ele faltar do que sobrar. Calado subi ao quarto e começamos a nos esfregar, bem não vou narrar o sexo, pois não se trata de um conto erótico. O fato é que depois do sexo oral ele me convidou para ir ao banheiro, achei que ia rolar um sexo na banheira ou um golden shower, aham! Sabe de nada inocente. O Edu entrou na banheira e me disse para pegar os ovos, pediu então para que eu os rachasse antes de quebra-los totalmente no seu corpo. Como eu disse, não reprimi suas vontades, quebrei 24 ovos nele, já estava ficando chato, ai ele disse acho melhor usar o merengue! Hahahahahahaha! Ai gente! Eu perguntei se ele queria virar um bolo.
Após quebrar mais ou menos outros 10 ovos, notei que a masturbação dele estava frenética, e de repente, boom! Explode em meio aquela melequeira de ovos na banheira, jorros de porra. Eu fiquei indignado, sem reação, achei que aquilo era um divertimento ( um pouco excessivo) e não o motivo de prazer dele.
Daí, hoje ele me chamou por skype e eu perguntei como andava o casamento( pois desde aquele dia não mais me interessei em sair com ele). Ele me disse que, bem... Queria relembrar a nossa farra.
Bitch please! Preciso que alguém me explique dessa vez, por que para os ovos eu não tenho uma explicação.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Fucking shit! ( coprofilia, coprofagia)

Para falar de cropofilia ou coprofagia, primeiro devo comentar aqui a questão relativa à pratica de sodomia pejorativamente atrelada ao sexo anal. Não é segredo para os leitores do blog nem mesmo para os meus convives a minha relação com o sexo anal, não me colocando em posição convencional irei expor o  sexo anal higiênico como resultado da repressão à merda.





O sexo anal é visto como sodomia não somente por pressupor submeter ao parceiro certa medida de dor no ato, submissão do passivo na relação, mas também pela relação necessária entre o ânus e a merda, de maneira necessária haverá merda no cu, não tem como mudar esse fato, sim! Existe a chuca (lavagem intestinal, afim de limpar o canal para o ato sexual "higiênico"), mas a chuca só acentua o repúdio à merda,ou seja, eu gosto do cu, eu quero o cu, desejo-o,  caso esteja devidamente higienizado. Assim como a menstruação, o mijo, o sangue não menstrual o escarro e qualquer outro componente fisiológico excretado, será não só um tabu sexual, mas também um tabu moral, acredito eu que seja um pouco disso.  Moral pois, é ataque ao pudor mijar na rua ( embora o façam), moral pois cagar é um ato estritamente pessoal, não se compartilha esse momento se não consigo mesmo, isso após deixar-se as fraldas, moral pois, menstruar-se é sinônimo de vergonha e desleixo.
Quando menino lembro-me da relação de diversão que se apresentava na urina, ao desenhar no asfalto quente figuras abstratas com o próprio mijo, ou mesmo, despedaçar o coco alheio abandonado ao vaso sanitário, como se um jogo de habilidade. Nunca houve no entanto nenhum tipo de repressão significativa sobre tais práticas, o mesmo não posso dizer das fezes, que desde sempre foram aprisionada ao corredor carcereiro que as transportam, refém do recipiente que as abriga e depois as descarta, tendo como única finalidade o descarte, em um determinado espaço, com uma extrema discrição, “(...) muitas culturas proscrevem e estigmatizaram todas as formas de sexo anal, geralmente por causa da abjeta relação com a defecação, da falta de possibilidade de procriação e a suposta perda da masculinidade do passivo” (LINS, BRAGA, 2005, pág. 134).

Logo, posso tentar aqui atribuir ao piss (pelo menos entre os gays) a aceitação mesmo que velada, por meio da relação "aceitável" que o garoto tem com o seu próprio mijo, além da vista grossa dos genitores a cerca do ato. O mesmo não se pode dizer das fezes, "nunca nos deixam brincar com a bosta", o mal cheiro, a estrutura amorfa, estranha, sua consistência e texturas, nos são apreendidas como abomináveis, desde sempre se reprime a escatologia. Serão as crianças que não aceitaram a repreensão dos pais que outrora iriam se deliciar com merda? Seriam esses garotinho que carregariam para a sua vida sexual adulta o excremento proibido como fonte de prazer? Brincar com merda seria então romper com os limites da escatologia "aceitável" trazida da infância?
Sempre que pergunto a um conhecido sobre a prática do piss existe uma excitação ao responder, que sim, que talvez ou que nunca, mas da-se à urina o benefício da dúvida, o mesmo não se pode dizer da merda, que sempre ( salvo os coprófilos) irão imediatamente responder com expressões de repúdio e desaprovação. Isso talvez se deva as relações que citei no parágrafo a cima.




A cropofilia no caso de quem tem prazer no ato sexual com fezes, ou a cropofagia que consiste no prazer em ingerir fezes é de longe o fetiche que mais causa repulsa ao ouvinte, mas para mim ficou claro que não é (tão) difícil de encontrar alguém que esteja disposto ou que seja praticante do scat, assim como não é tão absurdo se pensarmos que escarramos um na boca do outro com o pretexto de afeto. No bate papo da UOL ou nos app's de encontros casuais gays, hora ou outra se vê alguém solicitando companhia para uma cagadinha, assim como uma mijadinha, ou tudo junto.
Não vos digo " comas merda e goze", mas vos digo, não há porque julgar com tão maus olhos quem é cativo dessa prática, afinal, como expliquei, excremento por excremento, excretamos todos.
Não compactuo com nenhum tipo de pensamento discriminatório, então achei necessário meu ato de apoio à diversidade das práticas sexuais.



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Cinofilia ( cuide do seu cachorro)

Uma certa vez alguém- não me lembro quem- me contou uma história bizarra, era sobre uma moça que deu entrada no hospital, essa sujeita tinha entre suas pernas um pastor alemão, sim! Um pastor alemão,não um pastor da Alemanha,um cachorro mesmo. Hoje lembrei dessa história perturbadora, e resolvi falar um pouco da cinofilia.

A cinofilia é a parafilia que surge a partir da excitação sexual com cães, ou o ato sexual com cães,o que caracteriza uma variante da zoofilia.

O mais engraçado é que crianças geralmente tem uma relação muito estreita com seus cachorrinhos de estimação, meu primo uma vez me confidenciou ter dado o pinto para o cachorro lamber. Eu sei que a imoralidade do cidadão é grande, porém, eu me lembro de   algumas vezes antes de entrar na puberdade ter algumas ereções quando brincava com meu cachorro, após descobrir a masturbação direcionei meus impulsos sexuais à homens, mas anteriormente- é inegável - confundi as coisas com o meu melhor amigo, Mas não confundam, geralmente as crianças não executam nenhum tipo de ato com seus cães, somente aqueles que levam tal relação para a vida adulta é que se caracteriza como cinofilicos. 


AQUI tem um vídeo de uma mina maluca dando pra um cachorro, para que tiver curiosidade 

Ao executar uma pesquisa no google, provavelmente os resultado irão exibir páginas de concursos de cachorros, pois existem federações de cinofilia espalhadas pelo mundo, mas se trata daqueles concursos bobos entre cães de diversas raças.
fica o aviso! escondam seus dogs, pode ter um cinofilico perto de você.

sábado, 20 de setembro de 2014

Gouinage ( sexo com conotações políticas)



Os Gouines ganharam repercussão mundial matéria da revista francesa Pref Mag publicada no ano passado sobre a tendência do sexo gay no país. O Gouinage (pronuncia-se Gu-ináge) é uma prática de sexo gay sem penetração, onde se prioriza o sexo oral e tátil, ou seja, nessa prática sexual,que talvez eu possa chamar de um estilo de vida sexual, não existe a penetração. O Gouinage é muito parecido com a relação sexual lésbica onde não se tem penetração de objetos, plugs ou dedos.


Recentemente um grupo de babacas americanos adotaram as definições do termo de maneira deturpada, chamaram-na de G0ys, uma versão pública de homossexuais enrustidos, que dizem não ser gays por não praticarem penetração. 





Voltando ao assunto, os adeptos do Gouinage, expõe, fora o desinteresse pela penetração, outras duas razões principais para a escolha dessa vida sexual alternativa. Uma das questões é que se dá às preliminares o papel principal na relação sexual, valoriza-se o toque, os odores, as carícias e a paciência na relação sexua, o que de maneira geral, torna o sexo uma experiência muito mais intensa e sensitiva; isso se deve ao fato da expedição ao longo do corpo e novas formas de prazer, localizadas não só nas genitálias, mas também em todos os membros que possam ser meio de prazer sexual. Esse ponto para mim, mostra uma revolução sexual, onde se respeita e se valoriza o corpo do outro, além de romantizar a relação sexual, que necessita de um certo entendimento do corpo do outro. O segundo ponto é talvez muito mais engajado que o primeiro, se trata da horizontalização das partes envolvidas no ato, ou seja, essa relação não pressupõe posições de poder e submissão, não se explicita quem são os ativos ou os passivos, isso pois, essas rotulações não existem. Isso significa ao meu ver, uma relação que não reproduz padrões heteronormativos, ou seja, não se copia o modelo padrão dos heterossexuais, essa posição meio que combate a reprodução de certos clichês sexuais.


Não que eu não goste da penetração, mas o Gouinage apresenta uma série de motivos de ser, que possibilitam novos parâmetros, não só sexuais, mas políticos, que torna a relação (neste caso isolado) menos repressiva, mais empática e diversa, isso se deve ao fato de além de responder aos estímulos do outro,não se cai nos clichês das posições sexuais doutrinadas pela indústria pornográfica, o que leva os Gouines a descobrirem novos meios de obter prazer.

Gang Bang ( Bem mais que de quatro)

Quanto mais melhor! Esse é o lema da prática sexual intitulada Gang Bang; essa prática consiste em uma única pessoa dando pra várias outras ao mesmo tempo, sim! E só é válido como Gang Bang caso sejam mais que 4 homens metendo em um só passivo.


Photo by Robert Trachtenberg for Rolling Stone

O Gang Bang apesar de poder ser feito com cowboys não tem nada a ver com bang bang. Essa prática é um clichê da industria pornográfica, tanto em temáticas homossexuais, como em filmes heterossexuais. A grande visibilidade desse gênero de porn movie veio quando a atriz Annabel Chong em 1995 transou com 251 homens, atingindo o recorde mundial de maior numero de parceiros em uma só transa. Dizem que Cleópatra além de arrasar no  bukkake, era dada ao Gang Bang; especulações históricas à parte, o Gang Bang é muito praticado em locais do gênero American bar, geralmente em forma de show. Nas saunas da capital paulista pode-se encontrar,  além de alguns clubes de sexo na região central onde pode-se ver tal prática.
Para quem ficou curioso click aqui, e veja um vídeo complementar.
Caso você tenha inclinação à tais desvios de conduta, lembre-se, você será totalmente submetido aos homens que estiverem na ação, de maneira que não se pode fugir, e   sinceramente, não é para qualquer um dar para mais de 4 homens! Então pense bem antes de convidar a galera do futebol para uma festinha particular, isso pode lhe custar algumas pregas.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O que é que tem de mais?

Sexo e moral, são como água e olho, ingredientes usados no feijão com arroz. Para mim tudo que eu desempenho com intuito sexual é sexo, sendo assim nunca fiz do meu sexo uma equação do bem e do mal, pois, não vejo como uma necessidade avaliar, quantificar ou racionalizar minhas práticas sexuais enquanto são executadas, em verdade, acredito que ninguém pense em valores segundos antes de gozar.
Legislar o sexo, atribuindo valores à ele, fazendo uma lista de regras, leis e condutas a serem respeitadas é algo inconcebível à minha libido; isso pois, a libido não respeita nem mesmo o que eu determinei para mim como "correto", por vezes encontro a mim mesmo reprimindo-me, ao não atuar sobre o meu sexo com total entrega, eu deveria me guiar pelos instintos. É quando racionalizo essa auto-repressão que me pergunto de quê me vale tal esforço? Por qual motivo eu deveria medir meu desejo ( e meu ato) pelas especulações que precedem minha sexualidade? Por que sou gay, sem tendências ao romance, sem tendência à monogamia, sem tendência à família? A resposta talvez seja: Por qual motivo não ser? Por que não transgredir?


Joel-Peter Witkin "Le Baisier", 1982

Foi uma cruel batalha, abdicar da moral judaico-cristã, digo isso pois, essa moral repressora à minha condição, precede minha existência, o que implica em abrir mão do bem, logo, optar pelo mal (se é que existem mesmo esses polos na sexualidade). Durante minha infância fui guiado por palavras de valor moral, essas por sua vez só me fizeram criar pulsão transgressora, desejei a cada dia subverter meus pais, subverter aquelas regras chatas, a vida sexual monótona que eles me apresentavam, não suportava ser contido em minhas falas e meus gestos para ser um "homem correto". Sempre foi motivo de asco o incentivo familiar à objetificar as meninas afim de reafirmar minha masculinidade, reprimir, oprimir e objetificar mulheres, almejar constituir uma família e repassar os esses mórbidos "desvalores". Essas condutas que me foram delegadas afim de me tornar um bom homem teriam me tornado um alienado, sexista, machista, caso eu me inclinasse à elas, por isso talvez eu tenha me entregue à uma certa conduta transgressora à qual me engajo, e hoje tomo como meu princípio ético, não reprimir-me e responsabilizar-me por todo e qualquer ato que eu empreenda.
Transgredir à moral, pelo menos com relação ao sexo é por tanto combater as imposições da beatitude forjada que nos é culturalmente introjetada. Eu dou preferência à transparência de meus atos, não que eu seja exibicionista- não que eu não venha a ser- não  que eu faça com o intuito de expor, mas para mim o lançar-me como um espirito transgressor é um exercício de combate à repressão sexual. Não pretendo aqui fazer apologia à promiscuidade ( ou talvez eu queira), mas sim, por em pauta o questionamento do " o que é que tem de mais" .
O que é que tem de mais, me esfregar, me tocar, sentir o outro, lubrificar, deliciar-se, lambuzar-se, dar o cu? Fazer sexo fora do período fértil, chupar pinto, lamber xota, linguar cu, receber dedo, dar dedo, pedir dedo, pedir com dedo na boca, gemer, gritar, pedir mais? Ser mais sexual, o que é que tem de mais?

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Aquele dedinho de prosa ( ele pediu dedinho, e agora?)

Talvez o dedinho, seja o assunto mais polêmico que eu já tenha ouvido das minhas amigas heterossexuais. Algumas já vieram me contar bêbadas que o parceiro havia pedido um dedinho carinhoso no ânus, e o mais surpreendente é o fato delas terem aceitado o desafio com naturalidade.

É mais comum do que se pensa, existe por ai uma quantidade relevante de homens que se masturbam estimulando o furico, não somente homossexuais como se pode imaginar, assim como homens que dentro de uma relação mais intima conseguem sair do armário e pedir à parceira esse estímulo.

Nem todo mundo leva suas neuroses para o sexo, e esses conseguem desfrutar de mais prazer, tenho inclusive uma amiga que comia o companheiro dela com uma sinta caralha e inclusive amava a inversão de papéis, ela me relatou esse relacionamento como sendo o mais prazeroso, onde ela mais se descobriu e teve suas vontades atendidas, isso mostra o quão natural pode ser essa prática. Ao contrário do que prega nossa sociedade machista, o fato do homem sentir prazer no estímulo anal não é nem de longe sinônimo de homossexualidade latente, isso pois, a próstata como todos deveriam saber, proporciona prazer ao ser estimulada, se as mulheres não tem próstata e gostam, por que os caras não vão? A questão ai é, se permitir ou se reprimir em nome da moral e dos bons costumes (lê-se machismo), pois é muito incômodo para um homem se colocar na posição de submisso, sexualmente falando, pois não existe daí submissão ao se dar o cu, a menos que a proposta seja essa.


Os homens precisam se permitir, é garantia de uma boa experiência (caso o cara não passe cheque), pois é unânime, não conheço alguém que tenha dado o cu e não tenha repetido ( tendo oportunidade), inclusive tem gente que opta por inserir o cu como local oficial das cópulas. Os homens devem se desviar desse machismo latente, para que suas parceiras não reproduzam tais posições, assim homens, começaremos a nos livrar das repressões que nós mesmos criamos.


É difícil desconstruir padrões né? Pois é, mas esse é o caminho. Para quem pensar sobre o assunto fica o link para comprar sua cinta-peniana e também um video do Caio Blat se rendendo ao poder feminino.

homo-machismo, retrocessão gay.


Somos nós todos seres construídos socialmente, e essa influência vai além do que percebemos como politica ou das valorações religiosas, todos os valores introjetados pela cultura em nossos corpos e em nosso espírito, todos os julgamentos, impedimentos e castrações, são enfiados em nossas vidas de modo tão natural que, por muitas vezes não nos damos conta de que maneira estamos sendo controlados. Teremos sempre que ultrapassar as barreiras como um ser social e encontrar a maneira de ser não construída pelo exterior, mais próxima de nossa cerne, cotidianamente torna-se uma tarefa difícil, mas quando se trata de sexo falamos de uma necessidade . O sexo é um algo que será explicado por diversas ciências, de diversas maneiras e com diferentes propósitos, entretanto essa fixação por afirmar incessantemente sobre o sexo, dize -lo como é, como se faz, como se pode fazer, mostra-nos que de fato o sexo é tão obscuro e tão complexo, que se faz necessário dogmatiza-lo, produzir verdades sobre ele, colocar-lhe regras, de maneira muito semelhante à como se faz para justificar a criação do universo, algo que não sabemos mas acreditamos saber para nos confortar  e não nos constrangermos com objetos que não temos domínio ou entendimento. Essa carência de entender tudo e todos, faz com que nos apeguemos a qualquer falácia que pareça mais fácil de aceitar, o que gera preconceito, e condutas castrarias e moralistas.
A biologia tratará o nosso sexo como órgãos, a psicologia tratará como interação entre mente e corpo (o físico como efeito do psicológico), a religião tratará como pecado e assim vamos negligenciando uma necessidade, uma fonte inesgotável de prazer e realização, transformando-o em um simples objeto de estudo das ciências,  ou fator de condenação moral, um monstro corrupto nas teologias e um problema para o indivíduo.
Faz-se necessário reconhecer que o sexo que nos é ensinado de maneira pedagógica e também  por absorção cultural, não é e jamais será o sexo do afeto, do desejo, da vontade e da potência.
    Essa pauta surgiu do enorme desgosto que tenho passado, ao transar com pessoas que querem ser na cama, exatamente a mesma merda de pessoa que se é no escritório; além de reproduzirem posições machistas e que parecem  praticar um pecado. Algumas vezes identifico nos homens homossexuais  uma vergonha de ser passivo, uma vontade de ser ativo, um medo de liberar-se. Algumas vezes posicionam -se como "homens-mulher", deixando claro que querem ser submissos, fetichizam a posição desfavorecida das mulheres e reproduzem assim uma opressão.
"O direito de ser mulher" ou " o direito de ser macho" é algo tão ridículo de se por na cama, que eu sinceramente não consigo nem falar sobre, pois de fato se temos algum direito, esse é o de sermos nos mesmos, ente enquanto ente, um ser sexual enquanto um ser sexual, dessa maneira não. Levamos para nosso suposto momento de prazer todas essas construções constrangedoras da sociedade.
Já não me cabe aqui fazer o julgamento dos motivos pelo qual os gays que passaram pela minha cama, não conseguem se afirmar como simples e somente seres humanos em busca de prazer. Algumas vezes homens fantasiam ser mulher na minha cama, outras vezes posicionam-se como machos alfa, querendo me "submeter a condição de mulher" a qual eu não pertenço, nem biologicamente, nem socialmente nem psicologicamente, torna-se extremamente cansativo imitar casais heterossexuais, enxergar a mulher como submissa e tirar alguma prazer disso.
Não fica confortável quando se associa a passividade na relação  homossexual à uma submissão, que está diretamente atrelada à submissão historicamente marcada da mulher no sexo, na sociedade na vida.  Não é compreensível que nós gays, tão oprimidos pelo machismo Tenhamos prazer em reproduzi-lo em nossas próprias relações. Não entro numa foda em busca de estabelecer relações de poder ou de rotulação do ser, pelo contrário, vou me desconstruir, ser o máximo de mim, toda minha perversidade, minha imoralidade meus instintos, é nessa métrica que busco o prazer. Não se vai ao privado afim de incorporar o público, não é a sociedade que eu quero na minha cama, é o prazer é alguém de corpo inteiro pra preencher esse estranho vazio chamado moral

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Tire seus padrões da minha foda. (introdução)


Nós enquanto indivíduos sociais, vivemos em um constante processo de absorção de valores e julgamentos morais, não de maneira voluntária, e sim de maneira inconsciente. A máquina de poder que exerce influência constante e incessante sobre nossos corpos, sobre nossa vida, age nem sempre às claras, por vezes se disfarça de subversivo afim de nos tornar mais suscetíveis à tais influências.
Torna-se necessário refletir sobre a maneira como podemos nos conduzir, não afim de se tornar alguém virtuoso, mas sim ceder aos vícios que a moral judaico-cristã aponta como pecados capitais sedentos por confissão e redenção.
De qualquer modo para mim fica claro a maneira que o machismo se instala em nossa existência e veste a mascara de algo necessário à natureza humana, quando na verdade é um tipo de monstro construído afim de salientar ainda mais as relações de poder e opressão na sociedade. Alimentamos cotidianamente o machismo quando nos posicionamos como gays masculinizados, ativos impassíveis, passivos inativos, mulheres extremamente femininas e bem depiladas, homens peludos e parrudos. Todas as vezes que nos posicionarmos em nosso sexo  como um sujeito social (construído socialmente) e não um ser humano instintivo dado às sensações e ao desbunde estaremos reproduzindo opressões.

Oprimindo nós mesmos, nossos desejos, nossas potências, nossos prazeres. Fica entendido que a cada vez que levamos para nossa cópula todos os padrões sociais ( que reconhecemos como naturais), nos distanciamos da plenitude sexual da qual desfrutam os nossos cães por exemplo, pois que transam com o pai, a mãe e os filhotes, sem o menor remorso ou preocupação que envolva status ou virtude dentro e fora do ato, mas sim saciar a vontade incontrolável de gozar sua sexualidade em plenitude, apenas vivenciando experiências.
O que eu estou querendo dizer afinal? Quero dizer que nós temos o dever de travar uma batalha contra as forças que vem contrárias à natureza da nossa sexualidade, não bastando-nos a aceitar e reproduzir padrões que nos distanciam dos caminhos do prazer.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Orgasmo masculino: êxtase sem gozar, gozar sem êxtase

Gozar sem êxtase, êxtase sem gozar, gozar sem subir é broxar! 


Só para esclarecer, apesar de na maioria das vezes o orgasmo masculino ser acompanhado de uma ereção e ejaculação, nem sempre é assim, esses são três fenômenos diferentes, e independem uns dos outros, ejacular é eliminar esperma o orgasmo é a sensação e a ereção é o ego (rs). Eu particularmente acho um desses fenômenos isolados incrível, que é o orgasmo broxa e sem ejaculação, esse geralmente acontece depois de muito foder, gozar, gozar, gozar, até o pau ficar jamais endurecível, e sem leite no recipiente; é nessa hora que de tanto se punhetar você tem um orgasmo seco e broxa, te doi os testículos e também a região peri-anal. Ui! é o fim de uma maratona de sexo, onde você tem certeza de que deu o seu melhor!




O contrário também pode ocorrer, é possível, que em alguma situação como quando tentamos segurar a ejaculação, ela possa vir sem o êxtase, dessa maneira você goza à esmo. HAHAHHAH!




Por isso não é indicado ficar segurando o orgasmo quando já está impossível de controlar a jaculação, para segurar o reggae é melhor que você ou se masturbe antes da foda, ou mantenha-se controlado desde o inicio, mudando basteante a posição, isso ajuda a prolongar o momento.

Beijos gregos, Boy Meretricem.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mulheres, sexo e sociedade ( Uma relação patriarcal )


Gatas, o vídeo hoje vai abordar a sexualidade feminina na sociedade, só para expor que meu amor e minha atenção são pra vocês, e que eu odeio essa relação falocêntrica onde nos sentamos e esperamos pelo "semancol" dos caras. Precisamos abrir a xota para as possibilidades e aceitar que as mulheres tem que ser respeitadas assim como suas vontades e também sua sexualidade.









sexta-feira, 9 de maio de 2014

Broxei que bad (O que não dizer!)

A paumolecência é um problema que algum dia você vai se deparar, é um momento delicado tanto pro dono do pau morto, quanto pro companheiro mal comido ( ou não comido). Agora vou passar uma lista das possíveis falas que se não ajudam, certamente atrapalham
.
1º Não tem problema...

Nunca diga isso, além de ser mentira (mentir é feio), geralmente coloca o boy na brisa de que tem muito mais problema do que realmente tem.

2º A cupa não foi sua...

Não cara, essa vai mal. A culpa é sim do cara, pelo simples motivo de que se ele quis te comer ele estava ligado no que ia comer, então não a culpa não é sua.





3º Eu não acredito nisso...

Sério, isso é insensível e anti-ético, pode ter certeza o cara é culpado, mas ele não queria isso.




4º Podemos continuar tentando...

Se você estiver com paciência essa pode ser a melhor opção, se alguém souber de uma maneira melhor de lidar com isso, me avise.


sábado, 3 de maio de 2014

Aquela puladinha de cerca ( bom só pra quem pula)

A traição, é algo que muita gente já praticou, alguns assumem outros não, eu mantenho uma conduta muito distante da traição, por motivos que julgo éticos e não morais, acho que a traição fere ambas as partes, e geralmente sem o menor motivo aparente para acontecer, acontece e acaba com sua vida.

O primeiro ponto para mim é: Se você traiu, quem você realmente quer? o seu casinho ou a pessoa com quem você está?




Geralmente as pessoas dividem essa situação em duas posições, o caso será sempre um caso, e o relacionamento sempre virá primeiro. Nesse viés, será mesmo que o corno está vindo em primeiro lugar?

A maioria dos adúlteros, apresentam uma forte posição de egoísmo diante do companheiro, pois além de satisfazer-se com outras pessoas, o adúltero sempre espera (exige) perdão, e quando não é descoberto ainda mantém a mentira para não " perder" o que já foi construído, mas será que de fato manter tal relação é saudável, ou digna? Isso não cabe a mim julgar, mas... O poli amor está ai, de braços abertos para quem quiser ser amado, geralmente recebe o nome de suruba, safadeza ou qualquer coisa do gênero (pelos mais conservadores), mas afinal se relacionar abertamente com várias pessoas não é mais bonito do que enganar um pobre coitado ?


Fico pensando em como as pessoas banalizam a palavra amor, se de fato você ama, você é a pessoa certa para esse alguém que você tanto ama? Talvez, mas ao trair essa pessoa você irá colocá-la numa posição de constrangimento e dor, não vejo de que forma isso pode ser amor.

Agora falando do corno. Geralmente o corno certamente ama a pessoa que o traiu, mas será que ele não está amando a pessoa errada, digo, será que a pessoa certa a amar não é você mesmo o seu self? Ou será que alguém vale mais do que seus próprios sentimentos? Bem, pense sobre isso.

Eu sou do tipo que não aceita traição, e também sou do tipo que prefere terminar um relacionamento para não ter essa conduta. Desculpas como "é instinto", "aconteceu", bitch please! Shit happens pra cima de mim não né? 



Acredito que somos humanos e podemos errar, mas na moral? As pessoas cagam em cima das outras o tempo inteiro.

Na verdade só queria apontar que na "putaria" que é a teia poligâmica, as pessoas podem sofrer de várias maneiras, inclusive de ciumes, mas nunca irão sofrer de chifre, pois abertamente estarão a diversificar o cardápio de amores, quanto ao monogâmicos, acho a ideia super romântica, mas não vejo funcionar tão bem assim, pois tomar uma outra pessoa como objeto de amor, e não liberá-lo nem quando se sabe que essa pessoa merece algo melhor, é bem difícil para se encaixar nos meus parâmetros de amor.

Quer tocar o puteiro? toque! Mas nunca por cima do coração de alguém, prefira assumir que não consegue sustentar o fardo que é ser monogâmico.



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Manifesto dos benefícios de uma piroquinha (Pinto pequeno)

Eu como um homem (mas nem tanto) que faz parte da classe dos despirocados, venho fazer um manifesto e defender essa classe não dotada de preferência nacional. Muitas pessoas assumem que o tamanho faz toda a diferença, outros dizem que os medianos é quem fazem melhor, já outros (como eu) dizem que os pequenos é que arrasam.
Sabemos que existem os clichês que dizem que "tamanho não é documento", outros dizem que "mais vale um pequeno brincalhão do que um grandão bobão" e de fato concordo com esses clichês, de maneira que não estou falando de micro pênis, isso é uma doença e nesses casos realmente não sei como me posicionar. 

Retirando da pauta a questão "preferência", eu estou pronto para dizer em que momento um pirocão é útil e em que momento não é:

1º Momento: De ladinho

Quando se está de lado eu admito, um pirocão faz toda a diferença, mas esse é o único momento (para mim), isso se dá pela distância entre o pinto e o orifício, nesse momento uma piroquinha não consegue se manter por muito tempo nessa posição, fica escorregando e realmente é um transtorno.




2º Momento: Sexo anal

O sexo anal é uma questão delicada, e nesse momento uma piroquinha ajuda a suportar a dor, e além disso não te deixa com uma sensação de estar laceado no final, além de manter a estética do seu ânus intacta, já que sabemos bem que pode vir a parecer tudo menos um ânus, depois de ser submetido à um certo nível de agressão.




3º Momento: Punhetando o boy

Claro que segurar um enorme mastro é bem legal, porém quem costuma punhetar por ai sabe, chega uma hora que sua mão cansa, seu braço da câimbra e nessa situação o cara sempre demora a gozar. Para que você não desenvolva uma L.E.R (lesão por esforços repetidos) eu asseguro a piroquinha é a melhor pedida.


   


4º Momento: Chupetinha

Da mesma maneira que na masturbação o ideal seria preencher sua boca com algo gigantesco, porém eu vou alertá-los para um grande risco que se corre, qual é o risco? Quanto maior a piróca e mais xucro o boy  a quem você irá chupar, maior é o risco de você se engasgar com a piróca, isso pelo fato de que (todas sabemos) os caras tem a mania de forçar nossa cabeça para engolir a piroca inteira, e nesse momento uma piroquinha é aconselhável. Não posso esquecer do fato que se engasgar não é o único problema, você pode vomitar em cima do pau do boy, e ainda sair como a porca do rolê.




5º Momento: Ereção 

Pintos menores exigem menos circulação sanguínea no membro para se manterem de pé (save the information), isso significa que a ereção se mantem por mais tempo, mas isso não quer dizer que o cara demore mais a gozar, simplesmente que vai levantar mais rápido. 




6º Momento: A escolha

Na hora de escolher o seu boy, leve em consideração que por ter a piroca menor ele vai se sentir culpado e vai ter em mente que deve te satisfazer de outras maneiras (save the information), isso quer dizer que sexo oral tá garantido galera! Não que um cara grandão não vá fazer, mas o cara da piroquinha vai fazer com certeza, é ai que digo que piroquinha tem sim seu valor. Beijinhos.



terça-feira, 29 de abril de 2014

Orgasmo feminino ( O clitóris negligenciado)

Para algumas mulheres o orgasmo é um mito, digo isso pois escutei várias de minhas amigas dizerem que nunca chegaram ao orgasmo, algumas nem sabem do que se trata. O fato de uma pessoa nunca ter experimentado um orgasmo é assustador para mim, não consigo imaginar meus dias na terra sem gozar, e digo mais, me parece extremamente frustrante ralar, ralar, ralar na foda e nunca chegar ao ápice, e pior ainda, se contentar com o ápice alheio.
Devo lembrar que sexo é muito mais do que "meteção", claro a meteção é ótima, delicia uma rapidinha (as vezes), porém o sexo não se resume a penetração. 
É claro que geralmente os homens vão ter em suas costas a responsabilidade ( que por vezes realmente é uma culpa deles) é claro que os homens devem estar preocupados em avaliar a resposta que o corpo feminino dá no ato sexual, porém não deixem a cargo de quem não sabe o que está fazendo a responsabilidade do seu prazer. O mínimo que se espera é que nós saibamos o que pode dar prazer ao nosso próprio corpo, não afim de satisfazer o outro, mas de satisfazer-se.



Não se esqueçam do seu querido amigo clitóris, que está sempre com você, esperando apenas um carinho para poder retribuí-la com prazer, masturbar-se é a chave para conhecer os pontos e a intensidade de contato onde se pode sentir prazer. Algumas amigas minhas nunca gozaram com a penetração, mas gozam horrores com sexo oral e masturbação, isso significa que conhecem o próprio corpo, nesse caso o parceiro delas (imagino eu) é quem não o conhece.


Os homens foram educados por filmes pornôs toscos, que mostram a mulher como uma boneca que geme, rebola e chupa, dessa maneira fica difícil que um homem saiba realmente o que vocês mulheres precisam para ter orgasmos múltiplos, pois eles esperam que o pinto grande deles (as vezes nem tanto) seja o suficiente para lhes proporcionar prazer, sendo que na verdade vocês acabam apenas masturbando-os com a vagina. Na maioria das vezes eles chegam no maior estilo XXX e acham que estão arrasando, mas nós sabemos que não, não é bem assim.




Por um mundo com mulheres mais satisfeitas ficam as minhas dicas:  Toque-se, esfregue-se, compre um vibrador, um consolo. Exija sexo oral, na cama os direito devem ser iguais (fora dela também), não se preocupe com o orgasmo alheio, os homens costumam se preocupar com o próprio orgasmo( algo que é totalmente machista). Relaxe, tente se proporcionar o maior prazer possível, inclusive dando prazer ao seu parceiro, e por fim, aceite que você merece gozar e que seu amigo clitóris precisa de atenção.






Vamos fazer esse esforço!