terça-feira, 9 de setembro de 2014

Tire seus padrões da minha foda. (introdução)


Nós enquanto indivíduos sociais, vivemos em um constante processo de absorção de valores e julgamentos morais, não de maneira voluntária, e sim de maneira inconsciente. A máquina de poder que exerce influência constante e incessante sobre nossos corpos, sobre nossa vida, age nem sempre às claras, por vezes se disfarça de subversivo afim de nos tornar mais suscetíveis à tais influências.
Torna-se necessário refletir sobre a maneira como podemos nos conduzir, não afim de se tornar alguém virtuoso, mas sim ceder aos vícios que a moral judaico-cristã aponta como pecados capitais sedentos por confissão e redenção.
De qualquer modo para mim fica claro a maneira que o machismo se instala em nossa existência e veste a mascara de algo necessário à natureza humana, quando na verdade é um tipo de monstro construído afim de salientar ainda mais as relações de poder e opressão na sociedade. Alimentamos cotidianamente o machismo quando nos posicionamos como gays masculinizados, ativos impassíveis, passivos inativos, mulheres extremamente femininas e bem depiladas, homens peludos e parrudos. Todas as vezes que nos posicionarmos em nosso sexo  como um sujeito social (construído socialmente) e não um ser humano instintivo dado às sensações e ao desbunde estaremos reproduzindo opressões.

Oprimindo nós mesmos, nossos desejos, nossas potências, nossos prazeres. Fica entendido que a cada vez que levamos para nossa cópula todos os padrões sociais ( que reconhecemos como naturais), nos distanciamos da plenitude sexual da qual desfrutam os nossos cães por exemplo, pois que transam com o pai, a mãe e os filhotes, sem o menor remorso ou preocupação que envolva status ou virtude dentro e fora do ato, mas sim saciar a vontade incontrolável de gozar sua sexualidade em plenitude, apenas vivenciando experiências.
O que eu estou querendo dizer afinal? Quero dizer que nós temos o dever de travar uma batalha contra as forças que vem contrárias à natureza da nossa sexualidade, não bastando-nos a aceitar e reproduzir padrões que nos distanciam dos caminhos do prazer.

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