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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Stone Butch ( A lésbica Altruísta)




A mais altruísta das parafilias com certeza é Stone Butch, esse termo é exclusivamente feminino, pois se aplica a lésbica que não permite ser tocada durante o ato sexual pela parceira, sendo então seu foco de prazer sexual exclusivamente voltado ao prazer da parceira. De uma maneira muito grosseira as definições para esse termo estarão sempre relacionados à famosa Sapa-caminhoneira, porém o termo se adéqua dentro do BDSM, como uma prática de dominação onde a Stone Butch em questão não será tocada pois o seu papel é dominar, geralmente a femme estará imobilizada, ou numa posição muito submissa, que não permitirá a ela de fato masturbar ou lamber a xoxota da Stone Butch.


(foto meramente ilustrativa, rs)

A Stone buch, geralmente será associada à uma figura masculina, esteticamente e comportamentalmente, já que em suma o termo é correlato de uma gíria lésbica, que na verdade é mais uma divisão que as sapatas fizeram, "butch" e as "femme"   (sapatão e sapatilha, tradução livre), que é realmente uma questão comportamental e visual das lésbicas, existem ainda as Femmy butch, que são Butch,mas não muito. Nas gírias lésbicas as Stone Butch  vem acompanhadas também das Femme Butch, que são as femininas que dominam, o que muitas vezes é frequente (pelo que eu escuto falar), mas o termo que designa parafilia será sempre Stone Butch, pois estará ligado também ao travestismo  (até que se prove o contrário).
Aqui tem um vídeo pra quem estiver curioso com essa prática, sim eu encontrei uma Stone Butch em ação num filme pornô!





Só para encerrar o assunto existe um termo que é o Soft Butch, algo muito sofisticado e difícil de definir, acredito que seja algo próximo a Adriana Calcanhoto, mas não é Adriana Calcanhoto.



Essa postagem é especial para as SAPA-FRIENDS, e nada mais lésbico do que Scissor Sisters  (irmãs tesoura <3), mas a música é realmente muito gay, eu precisava dela pois não aguento falar por muito tempo de Xota. Beijinhos.



terça-feira, 22 de abril de 2014

Autoginecofilia (Vulgo homem lésbico)

Autoginecofilia, esse é talvez o assunto mais controverso para as Transex , de maneira que se trata de um termo clínico para designar a condição de um homem parafílico onde a fonte predominante de prazer é obtida no ato de ser uma mulher, para sentir-se dentro de uma (Oi?).  Os MTF Transexuais ( Male to Female) foram divididos em dois grupos principais por Blanchard, os transexuais homosexuais que segundo Blanchard buscam a readequação de sexual (de gênero) pelo desejo sexual por homens, o que para mim é realmente uma questão de gênero já que não consigo enxergar como uma parafilia, tendo em vista que uma mulher que deseja se libertar de uma prisão masculina, afim de poder ter o direito de ser quem nasceu para ser, não pode ter toda a sua filosofia de vida reduzida à um impulso sexual, diferentemente dos transexuais autoginecofílicos  que segundo Blanchard tem como objeto de desejo sua própria existência como mulher, esse sim procura vivenciar a sua condição como mulher em busca do prazer de estar dentro de uma mulher, a pira do cara é exatamente essa ser ele próprio a mulher.
Eu tenho um grande numero de procura de homens que sentem extremo prazer em serem tratados como uma, desconheço o nome clínico para essa condição, mas o fato é que a autoginecofília é o extremo desse “fetiche” , não gosto de tratar a transexualidade como como uma prática sexual “anormal” ,é assim que vejo o termo autoginecofilia, já que se trata de uma parafilia e hoje existe uma separação entre práticas sexuais “normais” e práticas parafilicas que são dadas como “anormais”.
Quando disse que as minhas colegas Transexuais se sentem constrangidas pelo termo autoginecofílicos, não é somente por enquadra-las  como pessoas parafílicas e fetichistas, mas sim pela sua conotação exclusivamente sexual, e ainda mais por dizer que essa prática é para suprir à instintos masculinos, retirando-as novamente de sua condição como mulher.
Sobre a transexualidade e o direito de ser realmente quem você é, vai um filme fabuloso, de estética magnífica. Lawrence Anyways romance do prodígio Xavier Dolan, conta a história de Lawrence um professor universitário de literatura, que rompe com os portões da prisão onde viveu, o seu corpo de homem, e tem que lidar com  os problemas que isso acarreta com sua namorada de 2 anos e que fica sempre em cima do muro no trato com a situação, não sabendo se ama Lawrence o suficiente para suportar as pressões da sociedade e de seu próprio ego e dogmas.

O filme se passa na década de 90, e conta com a trilha badaladíssima de The cure, Visage e Duran Duran, eu assisti repetidas vezes e cada vez ele me trás sentimentos diferentes, vale apostar.