quinta-feira, 11 de setembro de 2014

homo-machismo, retrocessão gay.


Somos nós todos seres construídos socialmente, e essa influência vai além do que percebemos como politica ou das valorações religiosas, todos os valores introjetados pela cultura em nossos corpos e em nosso espírito, todos os julgamentos, impedimentos e castrações, são enfiados em nossas vidas de modo tão natural que, por muitas vezes não nos damos conta de que maneira estamos sendo controlados. Teremos sempre que ultrapassar as barreiras como um ser social e encontrar a maneira de ser não construída pelo exterior, mais próxima de nossa cerne, cotidianamente torna-se uma tarefa difícil, mas quando se trata de sexo falamos de uma necessidade . O sexo é um algo que será explicado por diversas ciências, de diversas maneiras e com diferentes propósitos, entretanto essa fixação por afirmar incessantemente sobre o sexo, dize -lo como é, como se faz, como se pode fazer, mostra-nos que de fato o sexo é tão obscuro e tão complexo, que se faz necessário dogmatiza-lo, produzir verdades sobre ele, colocar-lhe regras, de maneira muito semelhante à como se faz para justificar a criação do universo, algo que não sabemos mas acreditamos saber para nos confortar  e não nos constrangermos com objetos que não temos domínio ou entendimento. Essa carência de entender tudo e todos, faz com que nos apeguemos a qualquer falácia que pareça mais fácil de aceitar, o que gera preconceito, e condutas castrarias e moralistas.
A biologia tratará o nosso sexo como órgãos, a psicologia tratará como interação entre mente e corpo (o físico como efeito do psicológico), a religião tratará como pecado e assim vamos negligenciando uma necessidade, uma fonte inesgotável de prazer e realização, transformando-o em um simples objeto de estudo das ciências,  ou fator de condenação moral, um monstro corrupto nas teologias e um problema para o indivíduo.
Faz-se necessário reconhecer que o sexo que nos é ensinado de maneira pedagógica e também  por absorção cultural, não é e jamais será o sexo do afeto, do desejo, da vontade e da potência.
    Essa pauta surgiu do enorme desgosto que tenho passado, ao transar com pessoas que querem ser na cama, exatamente a mesma merda de pessoa que se é no escritório; além de reproduzirem posições machistas e que parecem  praticar um pecado. Algumas vezes identifico nos homens homossexuais  uma vergonha de ser passivo, uma vontade de ser ativo, um medo de liberar-se. Algumas vezes posicionam -se como "homens-mulher", deixando claro que querem ser submissos, fetichizam a posição desfavorecida das mulheres e reproduzem assim uma opressão.
"O direito de ser mulher" ou " o direito de ser macho" é algo tão ridículo de se por na cama, que eu sinceramente não consigo nem falar sobre, pois de fato se temos algum direito, esse é o de sermos nos mesmos, ente enquanto ente, um ser sexual enquanto um ser sexual, dessa maneira não. Levamos para nosso suposto momento de prazer todas essas construções constrangedoras da sociedade.
Já não me cabe aqui fazer o julgamento dos motivos pelo qual os gays que passaram pela minha cama, não conseguem se afirmar como simples e somente seres humanos em busca de prazer. Algumas vezes homens fantasiam ser mulher na minha cama, outras vezes posicionam-se como machos alfa, querendo me "submeter a condição de mulher" a qual eu não pertenço, nem biologicamente, nem socialmente nem psicologicamente, torna-se extremamente cansativo imitar casais heterossexuais, enxergar a mulher como submissa e tirar alguma prazer disso.
Não fica confortável quando se associa a passividade na relação  homossexual à uma submissão, que está diretamente atrelada à submissão historicamente marcada da mulher no sexo, na sociedade na vida.  Não é compreensível que nós gays, tão oprimidos pelo machismo Tenhamos prazer em reproduzi-lo em nossas próprias relações. Não entro numa foda em busca de estabelecer relações de poder ou de rotulação do ser, pelo contrário, vou me desconstruir, ser o máximo de mim, toda minha perversidade, minha imoralidade meus instintos, é nessa métrica que busco o prazer. Não se vai ao privado afim de incorporar o público, não é a sociedade que eu quero na minha cama, é o prazer é alguém de corpo inteiro pra preencher esse estranho vazio chamado moral

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Tire seus padrões da minha foda. (introdução)


Nós enquanto indivíduos sociais, vivemos em um constante processo de absorção de valores e julgamentos morais, não de maneira voluntária, e sim de maneira inconsciente. A máquina de poder que exerce influência constante e incessante sobre nossos corpos, sobre nossa vida, age nem sempre às claras, por vezes se disfarça de subversivo afim de nos tornar mais suscetíveis à tais influências.
Torna-se necessário refletir sobre a maneira como podemos nos conduzir, não afim de se tornar alguém virtuoso, mas sim ceder aos vícios que a moral judaico-cristã aponta como pecados capitais sedentos por confissão e redenção.
De qualquer modo para mim fica claro a maneira que o machismo se instala em nossa existência e veste a mascara de algo necessário à natureza humana, quando na verdade é um tipo de monstro construído afim de salientar ainda mais as relações de poder e opressão na sociedade. Alimentamos cotidianamente o machismo quando nos posicionamos como gays masculinizados, ativos impassíveis, passivos inativos, mulheres extremamente femininas e bem depiladas, homens peludos e parrudos. Todas as vezes que nos posicionarmos em nosso sexo  como um sujeito social (construído socialmente) e não um ser humano instintivo dado às sensações e ao desbunde estaremos reproduzindo opressões.

Oprimindo nós mesmos, nossos desejos, nossas potências, nossos prazeres. Fica entendido que a cada vez que levamos para nossa cópula todos os padrões sociais ( que reconhecemos como naturais), nos distanciamos da plenitude sexual da qual desfrutam os nossos cães por exemplo, pois que transam com o pai, a mãe e os filhotes, sem o menor remorso ou preocupação que envolva status ou virtude dentro e fora do ato, mas sim saciar a vontade incontrolável de gozar sua sexualidade em plenitude, apenas vivenciando experiências.
O que eu estou querendo dizer afinal? Quero dizer que nós temos o dever de travar uma batalha contra as forças que vem contrárias à natureza da nossa sexualidade, não bastando-nos a aceitar e reproduzir padrões que nos distanciam dos caminhos do prazer.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Orgasmo masculino: êxtase sem gozar, gozar sem êxtase

Gozar sem êxtase, êxtase sem gozar, gozar sem subir é broxar! 


Só para esclarecer, apesar de na maioria das vezes o orgasmo masculino ser acompanhado de uma ereção e ejaculação, nem sempre é assim, esses são três fenômenos diferentes, e independem uns dos outros, ejacular é eliminar esperma o orgasmo é a sensação e a ereção é o ego (rs). Eu particularmente acho um desses fenômenos isolados incrível, que é o orgasmo broxa e sem ejaculação, esse geralmente acontece depois de muito foder, gozar, gozar, gozar, até o pau ficar jamais endurecível, e sem leite no recipiente; é nessa hora que de tanto se punhetar você tem um orgasmo seco e broxa, te doi os testículos e também a região peri-anal. Ui! é o fim de uma maratona de sexo, onde você tem certeza de que deu o seu melhor!




O contrário também pode ocorrer, é possível, que em alguma situação como quando tentamos segurar a ejaculação, ela possa vir sem o êxtase, dessa maneira você goza à esmo. HAHAHHAH!




Por isso não é indicado ficar segurando o orgasmo quando já está impossível de controlar a jaculação, para segurar o reggae é melhor que você ou se masturbe antes da foda, ou mantenha-se controlado desde o inicio, mudando basteante a posição, isso ajuda a prolongar o momento.

Beijos gregos, Boy Meretricem.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mulheres, sexo e sociedade ( Uma relação patriarcal )


Gatas, o vídeo hoje vai abordar a sexualidade feminina na sociedade, só para expor que meu amor e minha atenção são pra vocês, e que eu odeio essa relação falocêntrica onde nos sentamos e esperamos pelo "semancol" dos caras. Precisamos abrir a xota para as possibilidades e aceitar que as mulheres tem que ser respeitadas assim como suas vontades e também sua sexualidade.









terça-feira, 13 de maio de 2014

Como ganhar um cu com um beijo? ( os macetes do cu)


Bem, novamente estou aqui para falar do cu, ou por ele. Nosso orifício é manhoso, assustado, e precisa de carinho, é dessa maneira que se consegue o prêmio, tem que dar carinho negada!





Espero que vocês tenham gostados das dicas, e até uma próxima.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Broxei que bad (O que não dizer!)

A paumolecência é um problema que algum dia você vai se deparar, é um momento delicado tanto pro dono do pau morto, quanto pro companheiro mal comido ( ou não comido). Agora vou passar uma lista das possíveis falas que se não ajudam, certamente atrapalham
.
1º Não tem problema...

Nunca diga isso, além de ser mentira (mentir é feio), geralmente coloca o boy na brisa de que tem muito mais problema do que realmente tem.

2º A cupa não foi sua...

Não cara, essa vai mal. A culpa é sim do cara, pelo simples motivo de que se ele quis te comer ele estava ligado no que ia comer, então não a culpa não é sua.





3º Eu não acredito nisso...

Sério, isso é insensível e anti-ético, pode ter certeza o cara é culpado, mas ele não queria isso.




4º Podemos continuar tentando...

Se você estiver com paciência essa pode ser a melhor opção, se alguém souber de uma maneira melhor de lidar com isso, me avise.


sábado, 3 de maio de 2014

Aquela puladinha de cerca ( bom só pra quem pula)

A traição, é algo que muita gente já praticou, alguns assumem outros não, eu mantenho uma conduta muito distante da traição, por motivos que julgo éticos e não morais, acho que a traição fere ambas as partes, e geralmente sem o menor motivo aparente para acontecer, acontece e acaba com sua vida.

O primeiro ponto para mim é: Se você traiu, quem você realmente quer? o seu casinho ou a pessoa com quem você está?




Geralmente as pessoas dividem essa situação em duas posições, o caso será sempre um caso, e o relacionamento sempre virá primeiro. Nesse viés, será mesmo que o corno está vindo em primeiro lugar?

A maioria dos adúlteros, apresentam uma forte posição de egoísmo diante do companheiro, pois além de satisfazer-se com outras pessoas, o adúltero sempre espera (exige) perdão, e quando não é descoberto ainda mantém a mentira para não " perder" o que já foi construído, mas será que de fato manter tal relação é saudável, ou digna? Isso não cabe a mim julgar, mas... O poli amor está ai, de braços abertos para quem quiser ser amado, geralmente recebe o nome de suruba, safadeza ou qualquer coisa do gênero (pelos mais conservadores), mas afinal se relacionar abertamente com várias pessoas não é mais bonito do que enganar um pobre coitado ?


Fico pensando em como as pessoas banalizam a palavra amor, se de fato você ama, você é a pessoa certa para esse alguém que você tanto ama? Talvez, mas ao trair essa pessoa você irá colocá-la numa posição de constrangimento e dor, não vejo de que forma isso pode ser amor.

Agora falando do corno. Geralmente o corno certamente ama a pessoa que o traiu, mas será que ele não está amando a pessoa errada, digo, será que a pessoa certa a amar não é você mesmo o seu self? Ou será que alguém vale mais do que seus próprios sentimentos? Bem, pense sobre isso.

Eu sou do tipo que não aceita traição, e também sou do tipo que prefere terminar um relacionamento para não ter essa conduta. Desculpas como "é instinto", "aconteceu", bitch please! Shit happens pra cima de mim não né? 



Acredito que somos humanos e podemos errar, mas na moral? As pessoas cagam em cima das outras o tempo inteiro.

Na verdade só queria apontar que na "putaria" que é a teia poligâmica, as pessoas podem sofrer de várias maneiras, inclusive de ciumes, mas nunca irão sofrer de chifre, pois abertamente estarão a diversificar o cardápio de amores, quanto ao monogâmicos, acho a ideia super romântica, mas não vejo funcionar tão bem assim, pois tomar uma outra pessoa como objeto de amor, e não liberá-lo nem quando se sabe que essa pessoa merece algo melhor, é bem difícil para se encaixar nos meus parâmetros de amor.

Quer tocar o puteiro? toque! Mas nunca por cima do coração de alguém, prefira assumir que não consegue sustentar o fardo que é ser monogâmico.